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Os “unicórnios”​ vão entrar em extinção. 🤡

Na última década vivemos uma alta valorização das empresas, onde elas nas suas apresentações de powerpoint e papel de pão viviam na corrida do valuation de 1 bilhão para assim receberem o selo e serem chamadas de Empresas unicórnios.

Os investidores iniciais com as startups começaram a claro de maneira variável a investir milhões de dólares nas empresas, porém, com a crise e a pandemia nos últimos anos, a bolha parece estourar e a fonte de uma certa maneira parece secar.

Os investidores agora estão segurando mais para ver além do papel de pão e apresentações de powerpoint, focando mais em resultados práticos e não mais ficar de leilão em leilão para ser o único crescimento da empresa.

Para explicar melhor o formato leilão, vou citar o exemplo, imagine que nasce uma empresa agora e ela precisa de investidor, tem uma ideia disruptiva mas precisa de tração, então recebe um valuation na sua primeira rodada de investimento no valor de 100 milhões.

Após 6 meses eles vão para a próxima rodada de investimento, onde a empresa já vale 200 milhões, mas isso, não por faturamento e sim por especulação, imagine então uma terceira rodada de investimento e agora a empresa tem valuation de 300 milhões.

Quem realmente entrou como investidor inicial já tem o valor total ou quase todo ele, então diminuiu seu percentual, porém como um efeito pirâmide quem entra por último paga quase todo o pato.

Claro que temos exceções, mas para isso, o valor de investimento é superior a milhões para alcançar uma audiência real e consistente. Não existe almoço grátis.

Algumas das startups que mais captaram dinheiro nos últimos 18 meses são aquelas que mais demitiram nas últimas 10 semanas.

Em 11 meses uma startup capta centenas de milhões de dólares, vira unicórnio e demite quase 40% do seu time. Tudo isso em menos de 1 ano de vida.

Os maiores investidores de venture capital do mundo – SoftBank e Tiger Global Management provavelmente vão  anunciar prejuízos de 25 bilhões e 17 bilhões de dólares, respectivamente.

Como eu disse, falta um crescimento com base forte e sustentável para gerar retorno financeiro. Entendo que as empresas estão descobrindo como viver nesta nova fase, porém é importante você ficar atento a isso

Nas minhas reuniões com executivos e desenvolvedores não só no Brasil mas nos principais polos do ocidente e ásia retratam uma preocupação em relação a entender o cálculo de entregabilidade x faturamento. Algo está errado porque a conta não fecha, é só você olhar para o lado e perceber.

O sonho de ser unicornio onde uma apresentação e uma oratória valia mais que a empresa está transformando a forma de investimento, onde a teoria não vale mais quanto a prática nos resultados.

Hoje todos querem ser milionários, porém não passaram nem a primeira fase ainda, não faturam nem 10 mil  por mês.

A vida de um empreendedor é igual aos jogos do super mario de antigamente, você tem que passar fase a fase, e aprender com cada uma delas até chegar ao castelo.

Não adianta, você se apresentar como algo e não ser realmente o que diz, desta forma você só perde tempo e não aprende na evolução.

Um exemplo claro, é o Twitter que sempre vendeu sua base de usuários como 5% ou menos sendo fakes ou bots, porém nós desenvolvedores já sabíamos que o número é bem maior.

E com a intenção de compra de Elon Musk, ele afirma que antes quer provar que o número realmente é de 5%, pois na sua análise descobriu que o número é de 20% de toda base sendo fake. E isso muda tudo, inclusive o valuation, e o CEO do Twitter não consegue provar que é só de 5%.

Na nova geração, as pessoas querem ser tudo, onde podem viajar, conhecer pessoas novas em outros países, usar e comprar coisas novas, e isso realmente deve ser sim a missão, porém existe outra missão antes, que é faturar para pagar as contas, afinal, o tempo está passando e você não pode viver eternamente no fantástico mundo de bob.

Weder Costa

Apaixonado por tecnologia, é fundador do BookMaps e tutor no curso Geração Millennials. Acredita na junção de conhecimento para aprimorar e criar novas possibilidades para as pessoas. É membro de grupos na China, india e EUA sobre Inteligência Articial, e tem conhecimento avançado em linguagens como Python, R e GO. Atualmente possui mais de 200 mil seguidores em todas as redes sociais, e suas postagens alcançam mais de 5 milhões de views por mês.

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